AFINAL POSSO OU NÃO OUVIR MÚSICA DITA SECULAR? MÚSICA CRISTÃ...

Pra definirmos música cristã, primeiro precisamos definir algumas coisas em torno disso.


Segundo a teoria adotada por todas as grandes escolas de música, música é constituída em sua estrutura por três elementos básicos: Melodia, Ritmo e Harmonia. Isso é MÚSICA. Portanto Música em si não tem nada a ver com letra. A arte que se faz através da escrita chama-se LITERATURA - A Literatura é a arte de compor e expor escritos artísticos, em prosa ou em verso, de acordo com princípios teóricos e práticos; o exercício dessa arte ou da eloquência e poesia. A palavra Literatura vem do latim "litteris" que significa "Letras", e possivelmente uma tradução do grego "grammatikee". Em latim, literatura significa uma instrução ou um conjunto de saberes ou habilidades de escrever e ler bem, e se relaciona com as artes da gramática, da retórica e da poética. Por extensão, se refere especificamente à arte ou ofício de escrever de forma artística. Portanto, já começamos equivocados quando falamos de música e pensamos em letra.

 O grande Rei Davi quando escrevia seus poemas (salmos) os enviava ao mestre de música, provavelmente para que ele colocasse uma melodia e fizesse um arranjo. Música e Literatura são artes distintas e independentes. Nem todo músico lida bem com a escrita e nem todo escritor ou poeta lida bem com música. Davi lidava bem com a música e com a literatura, só que pelo visto não era muito bom em juntar uma coisa com a outra, daí enviava seus textos ao mestre de música. O que acontece é que ao longo de séculos essas duas artes caminham juntas e enriquecem uma a outra voltadas para o mesmo fim e em torno um mesmo objetivo. Aí é que está o problema, isso acontece tanto para o bem quanto para o mal. No meio evangélico é essencial que façamos uma boa junção entre essas artes para que o resultado final seja eficaz e atinja o objetivo final que é edificar, consolar, transformar e salvar vidas além, de louvar e adorar ao Senhor. E assim cumpramos o “ide pelo mundo e pregai o evangelho a toda criatura”. A bíblia está aí pra todos leem. Vamos estudar a palavras e pesquisar as coisas para quando falarmos a respeito de certos assuntos, falemos com precisão, com conteúdo e não por suposições superficiais, achismos e religiosidade ou preconceitos. 

Temos a mania de rotular as coisas, e de adotarmos o legalismo como bandeira de um cristianismo envolto num evangelho de conveniência, onde eu expulso o São Bernardo porque me incomoda pelo tamanho, pela sujeira que faz, mas convivo com o Yorksyre debaixo do braço. O S.Bernardo é o pecado de vitrine, de longe todo o mundo vê, e o Yorkshyre, é o pecado de estimação. A música cristã brasileira nunca foi tão rotulada, por ex. música pentecostal; as pessoas não sabem nem o que é pentecostes e rotulam uma música por causa do reteté. 

O termo “Pentecostes” se originou a partir do grego pentēkostḗ, que significa “quinquagésimo”, em referência aos 50 dias que se sucedem depois da Páscoa. Na Bíblia, a comemoração do Pentecostes é citada pela primeira vez no Atos dos Apóstolos 2, episódio que narra o momento em que os apóstolos de Cristo receberam os dons do Espírito Santo, logo após a subida de Jesus aos céus. Se adotarmos o termo original “pentecoste” como um estilo de música, indiretamente estaremos dizendo que as outras músicas cristãs não produzem a ação do ES nas pessoas. 
Profano é uma palavra classificada como adjetivo masculino que qualifica aquilo que é alheio à religião. Sua origem vem do latim pro = ante + fanum = templo. É tudo que transgride as regras sagradas.
Profano é aquilo que se torna contrário ao respeito devido às coisas divinas. Um indivíduo profano viola as regras sagradas, e faz uso exarcebado de práticas indignas e impuras.
"Eles (os sacerdotes) ensinarão ao meu povo a diferença entre o santo e o comum(profano) e lhe mostrarão como fazer distinção entre o puro e o impuro. Ezequiel" 44:23 Só que hoje Jesus é o nosso sumo sacerdote, portanto aprendamos com Ele!! O interessante nisso tudo é que as pessoas (evangélicos) adotaram o filme do Mel Gibson “A paixão de Cristo”. Se emocionaram, choraram... e realmente o filme é uma bênção. Eu sou uma dessas pessoas. 

Inclusive comprei o filme pra minha coleção. Muitas igrejas exibiram dentro do templo o referido filme. Só porque o filme fala de Cristo, logo não é profano... Agora será que posso tocar uma música secular que fale de Cristo dentro da igreja? Ah não? Ué... então as músicas seculares podem falar de Cristo o quanto for que continuam profanas? E o filme do Mel Gibson não? Isso não é um tanto contraditório? Ou seria preconceito? Portanto, quer saber se você pode ou não ouvir música secular, não pergunte a ninguém, porque você corre o risco do cara colocar o “achismo” pessoal dele na orientação como cristão. Leia a palavra e pergunte a Deus. E tenho certeza que você vai encontrar respostas de Deus e não do homem pra você! Me amarro nessa música “profana”: https://www.letras.mus.br/antonio-marcos/181247/ Porque ela tem muito mais de Cristo do que certas músicas ditas evangélicas por aí. 

Paz! Deus vos abençoe!
Fonte: Lenilton (Novo Som)
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