Missão na Bolívia



Graças a Deus estamos bem. Em novembro Samuel vai cumprir dois anos de idade e Deborah em janeiro cumpre dez anos. Agente pára para pensar e só podemos ver o tempo passando rápido. Mas louvamos a Deus pela grande oportunidade de entregarmos nossos dias ao serviço missionário. E com certeza nessa jornada nós não estamos sozinhos. Dias atrás eu estava sentado em frente de casa com Mina vendo Deborah brincar com Samuel e começamos a lembrar das pessoas ( você ) que estão conosco neste trabalho missionário. Realmente louvamos a Deus, pois assim como Deus falou conosco para vir a Bolívia e estamos aqui ate hoje, sabemos que Deus  de igual forma tem falado com cada irmão para fazer-se presente no campo através das contribuições e mensalmente são fiéis ao Chamado. Amados, ali em frente de nossa casa nos alegramos diante do SENHOR Jesus por tudo quanto ELE faz!!
Eu e Mina estivemos preocupado com o envolvimento dos filhos no trabalho. As atividades têm crescido e cada vez mais centrando em mim, assim temos visto nossos filhos não tendo oportunidade de participar. Desta forma, decidimos reestruturar nosso tempo e ter um dia de evangelismo em família; ou ao menos um dia, pois em tem semana que saímos várias vezes. Também transferimos as orações diárias que eu e Mina fazíamos pela manhã para noite, pois assim Deborah e Samuel podem participar. Diariamente vamos buscando meios de envolver a família, pois isso é benéfico a vida espiritual deles. E graças a Deus as adaptações estão dando certo.
APERFEIÇOANDO OS TRABALHOS COM VÍDEOS
Quero dizer que estamos muito animados com a ideia de trabalhar muito mais com vídeos informativos e buscar mostrar mais o campo, o trabalho que fazemos, assim como buscar inspiração de Deus para expressar a visão que Deus nos tem dado. Mas você pode me dizer que já trabalhamos muito com vídeo. Realmente, já trabalhamos, mas queremos intensificar, pois esta é uma ferramente importante e de muita influencia. Nosso alvo não é apenas falar do nosso trabalho, mas promover edificação, editar vídeos instrutivos quanto ao serviço missionário e animar o povo de Deus quanto ao trabalho missionário e evangelístico.
Amados, hoje com os meios de comunicação que temos podemos fazer tudo isso sem sair do campo missionário. E vamos fazendo segundo o tempo que temos, pois a prioridade nossa aqui é o evangelismo. 
Além dos vídeos informativos e os Vlogs que estamos editando queremos editar vídeos falando da importância e até dando algumas orientações. Temos recebido e-mail de missionários nos pedindo ajuda neste sentido e graças a Deus se é uma coisa que eu gosto de fazer é ensinar o que Deus me deu. Se tem servido para mim com certeza serve para outros também. Só estamos indo devagar por não ter uma câmera apropriada para gravações em ambiente fechado, mas Deus vai providenciar - eu creio!
DESENVOLVENDO O PROJETO
O número de evangelistas cadastrados no projeto está crescendo cada dia mais e mais. Eu estive preocupado com a centralização dos evangelistas em uma só região de Bolívia e começamos a orar neste sentido. A região norte e toda região dos Andes ainda é um desafio. Mas aos poucos começamos ver Deus estruturar o projeto que é dEle. Na região norte evangelistas que vieram a Santa Cruz de la Sierra ou a cidade de Cochabamba encontraram irmão evangelizando com os materiais que fornecemos e ficaram impactados por saber da possibilidade de conseguir material gratuitamente. Desta forma, nós vamos encontrando novos guerreiros que estão de forma constante no serviço evangelístico. Eu tenho dito que esses evangelistas têm a unção de Gideão, pois sozinhos inundam toda uma região com a Palavra de Deus. O trabalho é feito organizado e constante. Isso é muito importante.
Mas se nessas regiões, seja no norte como na região Andina nós vamos avançando nos bons contatos. Ainda sofremos na falta de pessoas qualificadas para assumir os Pontos de Apoio. Mas sobre este assunto o SENHOR me despertou duas noites para me deixar bem claro o que ELE vai fazer. Em uma noite o SENHOR me disse: "Sobre quem repousar a minha Palavra". Compreendi que Deus dará sua Palavra àquele que deverá está a frente dos pontos estratégicos. E depois o SENHOR me disse: "Aquele que a vara florescer". Quer dizer, aquele que Deus dará sua Palavra a "vara florescerá" -  como fez com Arão. Deus me despertou durante a madrugada em noites diferentes para me dar estas duas palavras específica. Assim, ELE mesmo tem os seus e o que tenho que fazer é orar e esperar o agir de Deus.
Apoio em Sucre
O irmão Nigel Mercado me enviou mensagem dizendo que queria pregar a Palavra na cidade de Sucre. Pediu oração e no outro dia saiu de Cochabamba à cidade de Sucre em uma viagem de oito horas de ônibus com outro irmão. Eles chegaram às 5:00 da manhã e fazia muito frio na capital administrativa de Bolívia. Na rodoviária Nigel começou a fazer a distribuição do material que havia levado e direcionou-se ao mercado dos campesinos da cidade. Aqui em Bolívia quase toda cidade podemos encontrar mercados dos produtores rurais e este é um lugar muito importante, pois podemos alcançar o povo da cidade, assim como o povo do campo. É comum encontrarmos pessoas nas feiras campesinas que vêm de lugarejos onde não há nenhuma igreja. Elas crescem sem ter nenhum envolvimento com igreja, a Bíblia e, em geral, o conhecimento sobre Jesus é pouquíssimo, ou zero.
Nigel ligou o megafone, colocou música e depois pregou a Palavra de Deus. O povo se aproximava para receber um dos livretos e mais uma vez podemos ver fome e sede pela Palavra. O irmão Nigel chegou contando em nossa Base de Apoio: "Pastor Peniel, há fome pela Palavra e não tem ninguém pregando o evangelho!" Ao ouvir isso parte o coração, pois já temos ido a muitos lugares e o povo pergunta quando voltaremos e realmente não podemos responder. Penso nos púlpitos concorridos de nossas igrejas enquanto centenas e milhares de lugares, vilas, povoados não há ninguém pregando a Palavra. 
É certo que Sucre é uma cidade que tem várias igrejas. Mas enquanto a Palavra estava sendo pregada, não dentro de quatro paredes, mas em uma esquina de um mercado campesino, pessoas se aproximavam, escutavam o evangelho e perguntavam: "Quando você vem ao meu povoado?" O irmão Nigel contava em nossa Base de Apoio mais uma vez o que estamos acostumado ouvir e a presenciar nas atividades com o povo do campo. E entre as pessoas que se aproximaram também veio uma senhora. A mulher chorava tocada pela Palavra de Deus. Prontamente a senhora convidou os dois guerreiros visitarem sua casa. 

Ela contou sua história e de como antes frequentava uma igreja e até participava de um grupo de evangelismo. Mas ela teve problemas com outros crentes, ou supostos crentes da igreja e terminou saindo. O irmão Nigel deixou alguns folhetos com ela a qual recebeu com muita alegria e expressou sua gratidão colocando a disposição sua casa como um local para receber os evangelistas em Sucre. 
O irmão Nigel Mercado me contava tudo o que havia acontecido em Sucre de como Deus moveu o coração do povo à Palavra e até abriu uma porta de uma casa para que possa alojar os evangelistas. Lembramos que meses atrás Nigel me disse que sentia de viajar a Sucre, pois abriria uma porta, um bom contato para que nos fosse apoio naquela cidade. E assim o SENHOR fez.
Amados, este trabalho nós caminhamos de joelhos no chão. Vamos orando e Deus vai abrindo portas para que novos campos sejam alcançados pela Palavra de Deus. 
BLOQUEIOS EM BOLIVIA
Quando chegamos em 2006 em Bolívia na região da Chiquitania boliviana nós tivemos nossa primeira experiência em bloqueios em Bolívia. Viajamos da fronteira até a cidade de San Jose de Chiquitos e quando tentamos voltar encontramos paus, pedras e muita gente no meio do asfalto. Estávamos a uns 30 quilômetros da cidade e quando entramos na estrada escutei algumas pessoas gritando:" Há bloqueio!!!" Eu nem imagina que estavam gritando para me avisar que havia bloqueio. 
Assim, tivemos nossa primeira experiencia dos bloqueios. Tivemos que buscar alojamento na cidade de San Jose e não sabíamos quando a estrada seria aberta novamente. Eu comecei a me preocupar com o dinheiro, pois não sabíamos como conseguir recurso se chegasse a terminar nosso dinheiro. Mas os irmãos locais nos tranquilizavam e víamos que estava familiarizados a tudo aquilo.
Os dois dias que estivemos em San Jose andamos pela cidade, almoçamos na feirinha e à noite sentamos na praça central em frente da catedral a qual havia muito movimento. E toda aquele movimento me fez lembrar o nordeste brasileiro onde o povo ao cair da noite reúne-se nas praças. Eu estava preocupado com a violência, mas o missionário que estava conosco disse as cidades são bem tranquilas. E realmente, o tempo tem passado e nós temos comprovado isso aqui em Bolívia. Qualquer grande cidade de Bolívia é muito tranquila em comparação às cidades do Brasil.
Mas, o bloqueio de San Jose foi apenas a primeira experiência. Nós tivemos a segunda, a terceira e as muitas experiências nesses dez anos trabalhando aqui em Bolívia. Em uma certa ocasião, indo para o Brasil, encontramos um bloqueio a uns 15 quilômetros da região de fronteira. Descemos do ônibus e passamos o bloqueio a pé. Eu estava com Mina, as crianças e malas. Os manifestantes não deixaram ninguém se aproximar do ponto para levar os passageiros que estavam a pé. Era como um castigo sobre nós e nós que não tínhamos nada a ver com a história. Assim, uma fila enorme de passageiros arrastando malas tentavam distanciar-se do bloqueio na esperança do celular pegar algum sinal da cidade e pedir para familiares ou amigos vir com veículo.
Eu e Mina andávamos sem saber o que fazer. Olhei para cima e vi uma nuvem de mosquitos pantaneiro. Quem conhece a região sabe que ao amanhecer essa nuvem vai descendo e os mosquitos parecem mais moscas que mosquitos. Samuel no braço, Deborah ajudando arrastar uma mala e nós sem repelente. Que luta! 
Enquanto andávamos pela estrada eu orava ao SENHOR por uma solução. Então, vimos um carro que parou bem rápido a nossa frente. Era uma mulher que trabalhava de taxista. Desceu do veículo soltando palavrões contro os que bloqueavam e nos disse pra entrar no veículo. "Como são desumano! Isso não se faz. Fazer bloqueio sim, mas não permitir que os passageiros busquem uma outra opção para chegar ao destino é um crime." Ela veio buscar um passageiro, mas os bloqueadores não permitiram ela levar o passageiro. Mas como nós estávamos distantes como uns dois quilômetros do ponto de bloqueio e levávamos crianças e malas a taxista resolveu arriscar. E depois me disse: "Olha, pai, estou fazendo isso pelas crianças". E eu fiquei bem agradecido. 
Amados, são situações assim que põe a prova o chamado do missionário. Eu já vi gente sair daqui dizendo que nunca mais voltaria. Realmente, não é nada fácil. E se não tem chamada para o trabalho eu também não sei veio. É bom fazer os cálculos antes de entrar no empreendimento, pois assim a bíblia nos ensina: "Pois qual de vós, querendo edificar uma torre, não se assenta primeiro a fazer as contas dos gastos, para ver se tem com que a acabar?" (Lucas 14:28)  
AGRADECIMENTOS
Agradecemos de coração sua participação neste trabalho. Estamos justos! O trabalho missionário pode ser feito por uma só pessoa, pois este é plano de Deus. Deixo meu forte abraço e contamos sempre com as vossas orações
Pastor Peniel Nogueira Dourado
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