O que seria cantar pra caramba ou tocar pra caramba?

FALANDO DE MÚSICA... 


Algumas escolas definem música de maneiras diferentes, porém congruentes e convergentes.
Entre tantas definições eu, em particular concordo com todas elas, mas escolho a simplicidade da que diz que “Música é a arte de expressar os sentimentos através do som .“ E acreditando nisso, desenvolvo meu pensamento sobre essa tão nobre arte, sob a minha limitada ótica do que entendo como música. A princípio creio piamente que música não é palco de disputas e muito menos o coliseu da alma humana, onde digladiamos irracionalmente nossos egos e soberbas oriundos das mazelas humana, cujas práticas expelem uma névoa que torna difícil a distinção da linha tênue que define a arte pura e simplesmente, do ego travestido de arte. Tudo isso é muito fácil de se perceber através dos comentários que alguns “doutores em música” proferem sobre ao assunto. 

Sem delongas, vamos ser simples e ir direto ao ponto, por exemplo: O que é cantar ou tocar pra caramba? Segundo alguns “entendidos, cantar pra caramba é você ser o rei ou a rainha dos melismas – Definição: Em música instrumental existem os ornamentos que usamos pra enfeitar uma frase musical (trinado, mordente, arpejo, apogiatura, glissando, floreio e etc.). Como o próprio nome sugere Ornamento = enfeite. Melisma em música é a técnica de transformar a nota (sensação de frequência) de uma sílaba de um texto enquanto ela está a ser cantada.

 Ou seja o mesmo que se aplica a um instrumento musical. Explicando a visão – Vamos falar de um instrumento muito conhecido que é o saxofone; conheço um monte de super saxofonistas: John Ellis (sax tenor) , Coltrane (sax tenor), Greg Oby (sax Alto), David Rempis (sax Alto). Aí eu lhes pergunto: qual deles você conhece? Tenho certeza que poucos conhecerão. Porém se eu disser: Kenny G, você com certeza se lembrará logo de cara. Mas deles todos, ele é o menos técnico e o que menos faz uso dos ornamentos. Então eu afirmo que isso é relativo. Se eu te perguntar: Quem mais tem sucessos Beto Guedes ou Ed Mota? E quem canta mais,segundo a ótica dos entendidos? Qual desses cantores tem uma grande vós, ou “canta pra caramba”: Ebert Viana, Roberto Carlos, Flávio Venturini, Tom Jobim; Nenhum deles? Ah, então como se explica o sucesso deles? Vou dizer: coração, interpretação. Cantam com alma. Portanto "cantar pra caramba" é relativo.

 Precisamos parar com a meninice de achar que o que impressiona é o que emociona. Não vamos misturar uma coisa com a outra. A técnica impressiona, mas coração e a alma, emociona. Portanto olhemos a música como arte e não como Coliseu, palco das nossas disputas e confrontos de egos. Então certamente vamos aprender a ouvir música ao invés de ver. Antigamente, o nome orquestra não denominava o conjunto de músicos. Orquestra é uma antiga palavra grega (Orkhêstra). que por incrível que pareça, significa exatamente “lugar para dançar” Na Grécia durante o século V a.C , os espetáculos eram encenados ao ar livre, chamados anfiteatros. 

Orquestra era o nome dado ao espaço que se situava em frente a área principal de representação e que se destinava às evoluções do coro, que cantava e também dançava. Era ali que ficavam igualmente os instrumentistas. No início do século XVII, na Itália, as primeiras óperas foram executadas. Essas óperas imitavam os dramas gregos e, portanto, a mesma palavras, orquestra foi usada para descrever o espaço entre o palco e a audiência ocupado pelos instrumentistas. Porém após algum tempo, a orquestra passou a designar o próprio grupo de músicos e, finalmente, o conjunto de instrumentos que eles tocavam. Assim, hoje em dia usamos a palavra orquestra para indicar um conjunto de instrumentos que tocam juntos.

 Antes, os músicos eram anônimos nos espetáculos. As pessoas apreciavam mais a música porque entendiam que Música se faz com o coração, se ouve com a alma e se aprecia com os ouvidos. Portanto antes de emitirmos uma opinião sobre música e músico, que possamos entender o princípio, e o significado dessa arte tão grandiosa que se perde na pequenez de nosso pretenso entendimento, segundo nossos conceitos equivocados do que pensamos conhecer. Deus vos abençoe! Graça e paz!
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