Escrito : Ministério Luzes do Espírito Santo
Começarei falando de profissão, narrando um acontecimento interessante: Um ilustre comunicador morava numa pequena cidade; nesta cidade tinha apenas uma emissora de rádio, e um jornal. O ilustre comunicador trabalhava na rádio, e mesmo sem ter curso de publicidade ou jornalismo, tinha um dom especial para comunicar-se. Um dia Ele enfrentou e vivenciou algo inesperado: Por questões políticas foi despedido. Desempregado e sem muitas opções, pensou em sair da cidade, mas teve uma ideia; e para a família falou: "O que eu sempre soube fazer e ainda sei, é me comunicar com desenvoltura. Todos vocês sabem, que quando eu era adolescente comecei pintar, mas tive frustrações, pois ninguém valorizou meu trabalho, e diziam que eu era pintor de 5º categoria!.. Mas mesmo assim garanto que sobreviverei pintando telas. Porém antes de começar meus trabalhos; farei o que aprendi fazer: me comunicar". O moço começou então visitar amigos, a primeira pessoa que Ele visitou foi o Delegado da cidade, e descobriu que quando Ele era criança; sentia tristeza e muita vergonha, pois andava de sandálias, porque não tinha sapatos.
O moço após ouvir a história do Delegado, logo começou a pintar uma tela - Nesta tela aparecia uma senhora ajudando uma criança calçar os sapatos. Após concluir a pintura, o moço dirigiu-se à Delegacia com o quadro; e diante do Amigo falou: Amigo Delegado, vim aqui te perguntar: o que você faria se possuísses um quadro como este e alguém o roubasse? O Delegado falou Que pintura linda! Quem pintou? - Eu, pois agora estou pintando telas. Estás vendendo? Perguntou o delegado: Sim... Quanto custa o quadro?
Perguntou o delegado. Oh! para você, o presentearei, com muito prazer. Falou o moço. Não! Respondeu o Delegado. Eu ficarei com o quadro; serei capaz de pagar até 10 vezes mais, em relação ao preço do quadro. Após insistir em pagar, o moço falou o preço, e disse: Mas, por favor - nem um real, a mais do preço que falei. OK! Depois deste acontecimento o moço ficou bastante otimista; e muito animado continuou fazendo visitas e pintando quadros.
Ele era muito conhecido na cidade por causa da profissão de comunicador; depois ficou conhecido como um artista, que sabia pintar quadros encantadores. Assim, Ele conseguiu muito dinheiro, e fundou uma Escola de Artes - para ensinar as crianças pobres que tinham interesse em ser pintor. Fiz este relato para ressaltar quanto a comunicação e as relações interpessoais, têm um valor preponderante quando vamos realizar qualquer trabalho. Pois em qualquer atividade realizada há a ação, mas se a comunicação tornar-se tênue ou ausente; dificilmente há progresso no trabalho; e o profissional fica vulnerável ao desprestígio e desvalorização, e mesmo que se esforce para mostrar serviço, acontece algo interessante: a falta de visibilidade no trabalho realizado, e assim o profissional não recebe a recompensa equivalente ao esforço que realiza.
A história registra que os nossos ancestrais trabalhavam buscando apenas alimentos, vestuários e proteção para as cavernas. Depois o homem começou a trabalhar buscando coisas além da necessidade de sobrevivência. E procurou meios e mecanismos para facilitar a realização das atividades. Daí o progresso continuou, e o homem foi aprimorando-se mais e mais, e descobriu que através do trabalho, pode-se retirar imensas vantagens e bem estar para o ser humano.
Depois houve plena conscientização que o trabalho pode favorecer ao homem crescimento em várias áreas, inclusive: emocional e psicológica, e também espiritual. Infelizmente há pessoas que discriminam e desvalorizam determinadas profissões, principalmente o trabalho braçal. Mas sabemos que em qualquer atividade podemos colocar o nosso intelecto em ação. Pois em recentes
pesquisas, descobriu-se quantas pessoas os garis são capazes de influenciá-las.
É notável que as Universidades e cursos técnicos se preocupam muito em oferecer aos alunos o conhecimento com o objetivo de preparar para o mercado de trabalho, visando muito o tecnicismo e não valorizam o mais importante: o conhecimento do ser humano. E o profissional sofre consequências negativas porque aprende a confiar de maneira radical no conhecimento e na especialização que adquiriu. E não seria radicalismo dizer que muitas destas pessoas, apesar de doutores e técnicos, tornam-se um profissional com um perfil bem pior, que as pessoas que desenvolvem profissões consideradas como simples e sem valor. Com a Revolução Industrial, as pessoas imaginavam que as máquinas iriam substituir o homem; e a miséria sobreviria a muitos trabalhadores. Mas essa fase já foi superada, pois muitas e muitas pessoas sobreviveram, e continuam sobrevivendo. Pois o homem sempre será a peça fundamental, em qualquer época, e em quaisquer áreas da vida humana!... Notamos que o grande desenvolvimento da tecnologia trouxe uma significativa transformação para toda humanidade. Mas observamos a preocupação dos cientistas para humanizar os robôs. E muitas pessoas se sentem até desprestigiadas. Sabe por quê? Porque não entendem quanto o homem é valioso, e por isso os robôs precisam imitar o homem. Mas será possível os robôs substituírem o homem?
Aparentemente até parece que sim, mas é evidente e inquestionável que os robôs jamais poderão passar para ninguém o plasma do Espírito Santo. Acredito que não estou sendo extremista, nem demonstrando fanatismo religioso. Pois é notório que o contato físico e a presença humana sempre serão soberanos e insubstituíveis; por isso superior a qualquer máquina. Então é necessário que o profissional conscientize-se que a profissão pode ser executada através de máquinas; mas a soberania e o domínio é do homem.
Publicidade
Claro que as máquinas favoreceram o progresso e o desenvolvimento; mas indubitavelmente podemos afirmar que só existe um real e verdadeiro progresso, quando o homem manifesta o bom senso e sabedoria. O profissional deve conscientizar-se também que profissão alguma por mais que ela seja decantada e valorizada enobrece o homem; e sim o ser humano, é quem enobrece a profissão. Pois já houve profissionais que exerciam profissões classificadas como nobres e eram pessoas consideradas competentes e talentosas, e sofrerão grandes decepções e prejuízos porque exerceram a profissão com desumanidade e mediocridade. Há muita chance de sucesso, quando o profissional considera e valoriza os itens fundamentais e importante, tais como: comunicação, dedicação, amor e ação.
E normalmente, vão sendo frutificados e evidenciados outros itens valiosos quando os itens fundamentais são valorizados e praticados. O profissional deve saber, que toda profissão é uma arte; e ele será um verdadeiro artista quando desenvolver suas atividades para alguém, e por alguém; esquecendo um pouco de si mesmo, sem perder o foco de seus objetivos. Assim, possivelmente haverá retorno satisfatório e valioso em qualquer atividade que ele exercer. Muitos estudiosos e pesquisadores afirmam que em vários países há um número significativo de pessoas que não exercem a profissão que gostariam - a profissão dos sonhos. E são frustradas e não conseguem realizar-se plenamente.
Mas é possível que o ser humano não tendo condições, por algumas circunstâncias - de exercer a profissão dos sonhos, possa contornar a situação, e realizar-se; quando Ele conseguir reconhecer nitidamente, como através da profissão que exerce, ajudará a si mesmo e aos outros. Seria muita insensatez concordar com alguns estudiosos e pesquisadores que dizem, que vocação não existe; o que existe é a busca de conveniências.
Acredito que todo ser humano, tem ou teve um desejo ardoroso de exercer determinada profissão, mesmo que não saiba explicar categoricamente o porquê e a causa do desejo. Obviamente o mundo seria melhor, se todas as pessoas exercessem a profissão dos sonhos e se realizassem profissionalmente. Ouvi pessoas que amam a profissão dizerem, que o trabalho para elas é como se tivesse saboreando o alimento mais delicioso. Outras dizem que quando estão trabalhando é como se estivessem sentindo o aroma do melhor perfume. Outras dizem que ao exercerem a profissão é como se estivessem fazendo uma viagem maravilhosa, ou praticando o esporte preferido, ou curtindo um gostoso lazer. Não vejo isto como uma utopia; acredito que realmente quem se realiza profissionalmente tem sensações inacreditáveis e super agradáveis.
Vou concluir falando de profissão com uma música de um agricultor que arrastava todos os dias o arado. E depois de uma jornada de trabalho, Ele ia à noite para a escola. Esse agricultor amava cantar quando trabalhava. Em um belo dia, um Senhor que o conhecia, começou ensiná-lo a tocar violão. O agricultor ficou conhecido como um dos melhores violonistas daquela região; Ele compôs muitas canções.
A primeira foi esta:
CANTIGAS DE UM LAVRADOR
Lá na roça, onde eu moro
Minha vida tem sabor
Pois trabalho todo dia
Minha festa é o labor.
Peço a Deus todos os dias
Coragem pra labutar
Capinando, plantando, ou
arrancando capim.
Quero oferecer tudo de mim
No meu trabalho, quero me doar
- e a Deus louvar
Como se fizesse uma prece:Uma prece, aos pés do altar.

Nenhum comentário:
Postar um comentário